CARTA DE NOTIFICAÇÃO
Pe. Rodrigo Bezerra
______________________
DOM IGO MARTINS CARDEAL NASCIMENTO
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
CARDEAL-PRESBÍTERO DE SANCTUS ANDREAS ADELIO IN MURIBUS
VIGÁRIO GERAL DE SUA SANTIDADE
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
CARDEAL-PRESBÍTERO DE SANCTUS ANDREAS ADELIO IN MURIBUS
VIGÁRIO GERAL DE SUA SANTIDADE
Ide e Anunciai
Jubileu 2026
Ao Reverendíssimo Padre Rodrigo Bezerra, e a todos que desta carta ler ou tomarem conhecimento, saudações fraternas em Cristo Jesus.
Caríssimos, sabendo que o sacerdote é um chamado a ser sinal vivo da presença de Cristo Bom Pastor no meio do povo, conduzindo, ensinando e santificando aqueles que lhe foram confiados, o exercício do ministério sacerdotal não constitui apenas um encargo honorífico, mas uma missão permanente de serviço, presença e dedicação ao povo de Deus.
Considerando o disposto no Decreto de Regulamentação dos Critérios de Suspensão e Demissão por Inatividade (Acesse aqui), especialmente no que se refere à obrigação da celebração regular da Santa Missa.
Vale ressaltar ainda que a luz da Carta Circular do Dicastério para o Clero (Acesse aqui), que nos recorda os deveres de comunhão, participação e presença ministerial, o documento ainda diz: "É de conhecimento de todos que, conforme determina o Código de Direito Canônico, o sacerdote tem a obrigação moral e pastoral de zelar pela vida litúrgica da comunidade, celebrando dignamente os santos mistérios e cumprindo o encargo de rezar ao menos 2(duas) missas por semana, com prioridade absoluta para o domingo, dia do Senhor."
"A vocação não é repouso; é missão. Não é concessão de honra; é convite a gastar a vida."
O documento ainda nos mostra sobre os riscos da inatividade pastoral:
"Esta inatividade pastoral é perigosa porque mata silenciosamente. Ela desertifica a vida interior, atrofia o zelo apostólico e, com o tempo, transforma o ministro em funcionário religioso. Aquele que não reza, não estuda, não visita, não acompanha, não evangeliza e não serve, começa a perder o gosto pela própria vocação. A fé se torna teoria, a liturgia se torna hábito, a pastoral se torna peso."
Os documentos supracitados ressaltam a importância da presença ativa, da corresponsabilidade e do testemunho ministerial, esta comunicação não possui caráter punitivo, mas busca favorecer o diálogo e a comunhão eclesial, pois reconhecemos que circunstâncias pessoais podem influenciar o exercício do ministério e, por isso, desejamos ouvi-lo.
Desejando que esta situação encontre breve e satisfatória resolução, envio-lhe minha bênção e estima fraterna, rogamos a intercessão dos nossos patronos Pedro e Paulo, e da Bem-Aventurada Virgem Maria, mãe da Igreja, por sua missão.
Roma, 25 de agosto de 2026


